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p. Albino Dalsotto (10/11/1917 - 30/9/2009)





Caxias do Sul (Brasil)

* 10 de novembro de 1917

† 30 de setembro de 2009


Com quase 92 anos de idade e 57 anos sacerdócio, faleceu de morte natural, no dia 30 de setembro de 2009,na Casa de Repouso junto à Obra Social Educacional em Caxias do Sul. Foi sepultado no Mausoléu da Congregação no Cemitério de Ana Rech.

Família

Nasceu no dia 10 de novembro de 1917em Ana Rech, Caxias do Sul, RS. Albino era o 3º dos seis filhos do casal. Filho de Valentin Dalsotto e Vicenza Fulinda Dalsotto, ambos em memória.   A mana Josefina, a filha primogênita, também falecida, foi religiosa da Congregação das Irmãs de São José. Seu sobrinho, o Irmão Luiz Albino Manfron, também pertence à Congregação dos Josefinos de Murialdo.

Com apenas nove meses de idade se transferiu com a família para Sananduva, RS; mais tarde, em 1945, se estabeleceu em Ibiaça, RS. 

Formação

Desde pequeno sentiu o desejo de ser sacerdote. Como era a mão direita do pai, demorou em deixar a família para ir para o Seminário. Isto aconteceu em 1935, já com 18 anos, quando entrou no Colégio Murialdo de Ana Rech onde foi aprovado para ingressar no Ginásio no ano seguinte, tendo como colegas Claudino Roglio, Francisco Andriollo e Claudino Dal Bó. Em 1939 suspendeu os estudos para prestar o serviço militar em Porto Alegre. Dois anos depois iniciaram as atividades do Seminário de Fazenda Souza e Pe. Albino integrou na 1ª turma de seminaristas.

Fez o noviciado em 1942 tendo como colegas Armando Pietrobelli, Romano Lenzi, Mário Gardelin, Olino Boff; Pe. João Schiavo foi o mestre. Em janeiro de 1943 emitiu os primeiros votos na Congregação dos Josefinos de Murialdo.

Frequentou o curso de Filosofia no Seminário Central de São Leopoldo, RS, nos anos de 1944, 1945 e 1946.

Realizou o Magistério no Colégio Murialdo de Ana Rech nos anos de 1947 e 1948, sendo professor de matemática.

Cursou dois anos de Teologia em São Leopoldo (1949 e 1950) e dois em Ana Rech (1961 e 1952). Durante o curso de Teologia fez a profissão perpétua.

Foi ordenado sacerdote em Ibiaçá, RS, no dia 21 de dezembro de 1952.

Apostolado

 Iniciou seu ministério sacerdotal como orientador e professor no Seminário de Fazenda Souza, no Colégio Murialdo de Ana Rech e no Abrigo de Menores São José de Caxias do Sul, hoje Centro Técnico Social.

Nos anos de 1958 e 1959 trabalhou com coadjutor do Pe. Cornélio Todesco em Porto Alegre, RS. Nestes dois anos Pe.Albino manifestou verdadeira aptidão de pastor de almas em paróquias. De Porto Alegre foi enviado para Conceição, perto de Caxias do Sul, onde exerceu a função de coadjutor do pároco Pe. Jerônimo Pianezzolla, substituindo-o de 1962 a 1967. Neste último ano fez um curso de atualização em Porto Alegre.

Nos dois anos seguintes (1968 e 1970) foi destinado para São Paulo na Paróquia São Benedito. Em 1971 voltou para Abrigo de Menores São José, Caxias do Sul.

Depois permaneceu por 21 ano em Planaltina, DF, de 1972 a 1993. Ainda hoje é muito lembrado. Por ocasião da morte do Pe. Albino o pároco da Paróquia da Santa Rita de Cássia de Planaltina, DF, interpretando os sentimentos dos confrades e da comunidade paroquial assim se manifestou: “ao recebermos a notícia da morte do Pe. Albino, não só a comunidade religiosa ficou triste, mas toda a paróquia e digo mais, toda a Cidade de Planaltina; pelo belo trabalho que realizou nesta cidade; com certeza o povo nunca vai esquecer o testemunho deixado, porque Pe. Albino foi par ao povo daqui um testemunho vivido de Cristo, pela sua simplicidade, humildade, disponibilidade e muitos dizem Pe. Albino é um santo que soube viver o Evangelho”.

Em 1975 por ocasião do Ano Santo foi para a Itália para um ano de formação permanente e em 1993 participou do Mês Murialdino no Chile.

Voltou para Porto Alegre para colaborar na comunidade do Escolasticado até 1995, quando retornou para a paróquia São Benedito em São Paulo,SP.

Doença

Já com a saúde abalada em 2002 foi enviado para a comunidade do Seminário de Fazenda Souza, inicialmente, enquanto as forças permitiam, colaborou na paróquia e na manutenção do seminário.

Desde 2004, enfermo, mereceu cuidados especiais. Para facilitar seu atendimento em 2006 foi transferido para a recém criada Casa de Repouso da Província em Caxias do Sul, junto à Obra Social Educacional (OSE). Nos últimos três anos recebeu atendimento diuturno, sendo acompanhado pelos confrades, por técnicas em enfermagem e agentes de saúde.

Depoimentos

“Convivi com Pe. Albino em Fazenda Souza como colega de Seminário e de Noviciado, em Conceição (da Linha Feijó) e em Planaltina, DF, por muitos anos. Um confrade de uma pobreza franciscana, de uma paciência beneditina, de uma dedicação inaciana, de uma espiritualidade murialdina e de uma simplicidade evangélica. Para mim, um amigo autêntico. Para o povo que o conheceu... um santo” (Pe. Aleixo Susin)

“Com o Pe. Albino nós aprendemos mais com o seu silêncio do que com as grandes oratórias. Assim como São José, o Pe. Albino soube ouvir a vontade de Deus e colocar em prática todos os dias. Viveu o carisma de São Leonardo Murialdo com dedicação e esmero. Lembramos do Pe. Albino como um homem trabalhador, orante, humilde e zeloso com tudo aquilo que lhe pediam” (Pe. Marcionei Miguel da Silva).

“Convivi com ele dois anos em São Paulo e dez anos em Planaltina: um homem simples, humilde, reconhecia seus limites; muito bem quisto pelo povo, sempre muito procurado e disponível; assumia os trabalhos humildes da casa; participava e se interessava pela da vida da comunidade religiosa e das reuniões do clero” (Pe. Severino Caldonazzo).

“O tio Pe. Albino se preocupava sempre com a vivência cristã dos familiares; mostrava-se solidário sempre que soubesse da doença e dificuldade de algum familiar. Foi um incentivador na minha escolha de ser irmão josefino.Outra lembrança que tenho do tio é que ele durante as férias com os familiares não deixava de rezar e celebrar a eucaristia no santuário de Ibiaça e depois se dispunha atender confissões por longas horas. Era muito querido e estimado pelo povo e muito devoto de Nossa Senhora".

Será lembrado

 Um homem de Deus. Assim será lembrado. Nos seus 57 anos de sacerdote ele encarnou seu lema sacerdotal: não há maior amor do que dar a vida pelos irmãos. Foi um religioso de muita oração, de espírito prático, de laboriosidade silenciosa, de grande zelo pastoral; sempre disponível. Testemunha de fé inabalável e viveu a pobreza evangélica de forma exemplar. Sempre aberto à missionariedade. Dizia que sua maior felicidade era ser sacerdote e religioso a serviço dos irmãos.

 

Pe. Raimundo Pauletti
provincial

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